sábado, 30 de outubro de 2010
Minha teoria para o segredo da motivação nos treinos....
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Rapidinhas!!
Isso vale muito amigos... Sou só agradecimentos!!!
Estou em Medianeira- PR, sem notebook (caiu e estragou o HD), com uma net de 128K, sem twitter (@djtuco), e quase entrando em parafuso.. hehehehehe
Mas tudo isso tem seu lado maravilhoso... Os treinos estão encaixando!!!
Cheguei aqui e esqueci meus shorts de corrida em uma caixa da mudança que não chegou ainda....
Segunda feira, comprei um novo da Speedo Running, e aproveito para dizer que foi minha pior aquisição, pois corri 2km e fiquei todo machucado no meio das pernas, pois sua costura é baixa e grossa, assim sendo, fica roçando bem na parte interna das coxas causando um enorme desconforto. Nem preciso dizer que devolvi e comprei outro...
Ontem corri 6km de leve, hj arrumei a bike, comprei duas câmaras novas e amanhã, se tudo der certo tem pedal....
Mando notícias!!!
Abraços
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Motivação...

* Rosana Hermann *
"O pensamento pode voar, mas a mente gosta mesmo é de uma prisão. A mente gosta de prender-se voluntariamente a tudo o que não muda, ao que permanece, ao que se repete e ao que é sempre igual. Por isso, a mente adora lembranças e memórias. Porque o passado já passou e não pode ser mais mudado. O passado é permanente. A mente acha isso o máximo. É como administrar uma empresa onde nada pode dar errado. O medo da mente é justamente este, administrar imprevistos.
Outra coisa que a mente ama de paixão é o padrão, porque como o nome já diz, o padrão não muda. Um metro, uma hora, o mesmo caminho para o trabalho, voltar ao mesmo restaurante e sentar à mesma mesa, são padrões que toda mente humana gosta de repetir. Ah, que prazer que a mente sente quando a bunda senta na mesma cadeira que sentou na aula anterior! A repetição dá segurança, porque cria a falsa ilusão de que nada vai mudar. E se nada mudar, nada de ruim poderá acontecer. Tudo será igual, com o mesmo final feliz, como antes.
Crianças adoram ver filmes mil vezes porque se sentem seguras, porque podem antecipar as próximas cenas (se na vida fosse assim…) e porque têm certeza de como a história terminará. Já as mentes adultas, especialmente as obsessivas em qualquer grau, adoram a matemática. A matemática é a única ciência exata e imutável. Enquanto a física e química, a biologia, por exemplo, estão sujeitas a variáveis da vida real, a matemática continua igual. Daí o fato de que toda mente obsessiva gosta de contar, manipular números. As contas são sempre exatas, não mudam. E se você contar todos os passos e chegar direitinho à padaria com seus mil passos, então, podemos concluir que sua mãe não vai morrer e nada vai dar errado no seu dia. Certo? Errados.
Errado porque a mente vive num mundo irreal. Mundo da mente é como caspa, só existe na sua cabeça. Tudo é mera ilusão. E, com perdão do excesso de realidade fisiológica, o mundo está cagando e andando pras suas ilusões mentais. Como o mundo já provou, uma batida de asas de borboleta na África pode influenciar mais a ocorrência de um tsunami na Ásia do que sua contagem de azulejos no banheiro. Porque a borboleta é real e seu pensamento, não.
O problema é que a mente não quer nem saber disso e provavelmente muitos já terão abandonado este texto nas primeiras linhas. Espertos, porque sabem que vou contar um segredo sobre eles: a mente fabrica alças. Sim, alças, onde ela, a mente, possa se apegar. Uma alça, como aquele putaqueopariu do carro, onde a gente segura a vida quando o motorista não é de confiança. Como o santoantonio dos jipes. A alça pode ser um nome, um amuleto, uma mania, uma repetição qualquer. A mente é chata, mas criativa, e assim, inventou a alça-sem-mala. Nesta alça ela se apega até a morte.
É uma crença, um dogma, uma frase feita, um chavão, um lugar-comum: “Angélica ficou mais bonita depois que teve filho”; “Vaso ruim não quebra”; “Jesus voltará”… Qualquer alça é boa pra mente: “A cadeia é a universidade do crime”, “Direituzumanu só tem bandidu”… Se a mente se acha fraca, ela inventa uma alça para se sentir forte, tipo: “Sou feia, mas tô na moda”.
A mente inventa que se a pessoa perder dez quilos vai ser feliz e tudo vai dar certo na vida. Troca nomenclaturas, pra se sentir por cima. Porque uma coisa é dizer que você tem TOC e outra coisa é assumir que você é um obsessivo chato, que ninguém agüenta conviver a seu lado e por isso você precisa de tratamento sério com remédio e tudo mais. A mente inventa alças pra não cair em si. Mas cair em si é a única forma de tomar consciência – primeiro passo para melhorar.
Portanto, remova todas as alças. Caia. Caia em si. Tá gordo? Ta gordo, então, vamos emagracer. Tá infeliz? Sai dessa, viva a vida, aproveite. Tá duro? ‘Bora ganhar dinheiro’. Só não fique aí, com essa cara de passageiro do circular da eternidade, vendo a vida passar na fresta da janelinha de um puta ônibus cheio, segurando firme na alça do medo, pois você tem que dar o sinal e descer para a liberdade do imprevisível."
Postei este texto pois é exatamente algo que transmite meus sentimentos agora.... Depois de 10 meses sem treinar adequadamente, tudo está pedindo para voltar ao estado anterior, porém, está tudo diferente de onde foi deixado...
Um pouco mais gordo, mais lento, com menos fôlego... Para chegar e sair correndo como fora inicialmente difícil, está mais difícil agora.... Mas para onde foi aquela força de vontade??
Mudanças, minha mente está contra mudanças, mas elas são necessárias... Estou correndo 2, 3Kms e caminhando o resto... Tá complicado... Mas terei que superar estas barreiras, e o apoio dos amigos aqui do blog é fundamental. Obrigado à todos e bola pra frente. Este final de ano sem Maratona e muito menos São Silvestre, mas será muito bom começar 2011 com bons objetivos... Vamos em frente...